



O ASA World Championships of Freestyle Motocross figura entre as principais competições da modalidade nos Estados Unidos. Realizado anualmente no Fairplex Park, em Pomona, Califórnia, é compromisso certo na agenda dos melhores freestylers norte-americanos. Ou pelo menos, era. Este ano, em razão das reduções nos recursos investidos pelos patrocinadores do evento, alguns pilotos hesitaram em confirmar sua presença, sobretudo os de fora do Estado da Califórnia. Ironicamente, Mike Mason, de Nevada, estava entre eles. Mas Mason compareceu. E mais, venceu, conquistando a tão aguardada vitória numa competição representativa no contexto internacional sobre pilotos de primeira linha.
Mason contou com um pouco de sorte, é verdade. Por exemplo, Jeremy Twitch Stenberg, com uma lesão no tornozelo, não pôde participar das disputas. Outro concorrente de peso, Beau Bamberg, teve problemas na roda traseira de sua moto, e saiu prematuramente da competição. Até na final Mason teve certa dose de sorte, pois Nate Adams também enfrentou dificuldades com sua motocicleta.
Contudo, a sorte não foi o único elemento responsável pela vitória de Mason. Ao longo das disputas, que se desencadearam no formato homem a homem, ele apresentou manobras com elevada qualidade. Caso de um underflip, com o curso da rotação, digamos, bastante “cavado”. Na final, compôs sua rotina com uma boa variação no sentido dos movimentos, encaixando manobras como shaolin, tsunami, jackhammer e o seu sempre magnífico holygrab. Nos flips, combinou o giro a manobras relativamente simples, como heelclicker, nacnac e cancan.
O opositor de Mason na decisão, Nate Adams, abriu sua apresentação com um deadbody, sinalizando que vinha forte na busca pelo primeiro lugar. Na sequência colocou uma série de manobras complexas, como flip cliffhanger, holygrab e nine o-clock nac hartattack. Entretanto, após essa leva, fez um dead sailor (salto em branco). A partir daquele momento, a volta de Adams tomou outro rumo. Nenhuma manobra a mais, e assim, estava aberto o caminho para o triunfo de Mason.
“Sempre quis vencer este evento. É o meu favorito, porque a pista é bastante divertida. É um evento para pilotos, estou bastante feliz” comentou Mike Mason.
No duelo pelo terceiro lugar, Ronnie Faisst contra Taka Higashino. Curiosamente, considerando que Faisst é um fliper experimentado, sua volta contou apenas com um giro. As demais manobras foram todas regulares. E em sua maioria, movimentos sem grande grau de dificuldade, como cliffhanger e lazyboy. Obviamente, tomando como referência o nível da competição. Outro ponto que o prejudicou foi a menor quantidade de saltos em relação ao japonês. Taka cometeu pequenos deslizes, mas pelo maior volume de manobras e execuções como holygrab, flip superman seat grab e flip cordova, superou Faisst por uma boa margem.