
Antes que você diga, já lhe adianto. Sim, tenho consciência que o ano ainda não acabou. Mas, faltando praticamente dois meses para o seu fim resolvi escrever na volta de FMX News (fogos ao fundo?) um breve balanço sobre a temporada 2008. Este ano acompanhamos inovações bastante interessantes nas pistas, formato das competições, e claro, manobras.
Portanto, vamos começar por elas, a essência do freestyle motocross, as preciosas manobras. Bem, elas foram de um extremo ao outro, desde novas variações de backflips até manobras regulares que colocaram em cheque o próprio conceito do que é uma manobra regular. No caso, o Electric Doom de Kyle Loza. Além de visualmente impressionante, o interessante é que Loza conseguiu tirar o foco dos backflips, pelo menos momentaneamente. Não creio que veremos a manobra incorporada às rotinas tão cedo. Afinal, além de habilidade, o Electric Doom requer certa dose de aptidão física. Ou você pode imaginar um grandalhão como Greg Hartman fazendo todo aquele contorcionismo? Acredito que o ato que replicar a manobra deverá ficar a cargo de algum franzino bem elástico (Ei, Bizoaurd!).
Mas entre os Electric Doom, double backflips, flip double hart attack, meu destaque especial vai para o 540 flair, do sueco Fred Johanson. Basicamente, por dois motivos: primeiro, há muito esperava ver essa manobra (apostava em Ronnie Renner), e conseqüente ver outra das “barreiras” do FMX abaixo. Segundo, esta é a primeira nova manobra que usa o quarter pipe como base para sua realização.
Aliás, os quarter pipes entraram com tudo nas pistas este ano. Alguns deles, como o do Red Bull X-Fighters da Alemanha, formavam seções que pareciam ter saído diretamente de uma pista de BMX Park. E a semelhança com o BMX não se restringiu aos quarters. No encerramento do Red Bull X-Fighters 2008, na Polônia, uma seqüência de saltos parecia um “Super BMX Dirt Jump”. E no caso a palavra “super” pode se estender ao evento todo. Na verdade, foi lá que vimos a estréia do Super Session, a competição por equipes nas modalidades Freestyle, Quarter Pipe Jam,
Devo confessar, até então o conceito do Speed&Style me atraía, mas na prática sentia falta de um, algo mais. Dois saltos para FMX em meio a uma pista de Supercross parecia pouco. Entretanto, este estranho sentimento se desfez ao acompanhar a prova na Polônia, especialmente após ver Travis Pastrana e Mat Rebeaud lado a lado, numa das pistas mais técnicas da história do FMX.
Sim, mantenham o Speed&Stye. Mas, por favor, nada de dois saltos para FMX apenas, Ok? Ao meu ver, o caminho é este: pistas técnicas, com seqüência de ritmo. Uma espécie de “FMX hyper” acelerado. Não uma simples mistura de supercross e freestyle motocross.